Na última quinta-feira, dia 27/03, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do governo, divulgou dois estudos importantes sobre a violência sexual no Brasil.
O estudo intitulado "Tolerância social a violência contra as mulheres" realizado no ano de 2013, abrange 3.810 pessoas em 212 cidades.
66,5% dos entrevistados são mulheres e os resultados me chocaram!
O primeiro dado que me faz acreditar que o pensamento machista ainda é o predominante em nossa cultura é que 64% dos entrevistado afirmaram concordar total ou parcialmente com a ideia de que “os homens devem ser a cabeça do lar”, apesar do número de famílias sustentadas e chefiadas por mulheres aumentar a cada ano.
O primeiro dado que me faz acreditar que o pensamento machista ainda é o predominante em nossa cultura é que 64% dos entrevistado afirmaram concordar total ou parcialmente com a ideia de que “os homens devem ser a cabeça do lar”, apesar do número de famílias sustentadas e chefiadas por mulheres aumentar a cada ano.
58,5% dos entrevistados concordam com a frase "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".
65,1% concordam com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas"
O segundo estudo divulgado no dia foi intitulado como “Estupros no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde” e foi realizado a partir do levantamento com base em dados de 2011 do Ministério da Saúde sobre os casos de estupros no país.
Segundo o levantamento, estima-se que, a cada ano, no mínimo 527 mil pessoas são estupradas no Brasil e o mais chocante é que apenas 10% destes casos chegam ao conhecimento da polícia.
88,5% das vítimas são do sexo feminino, mais da metade tinha menos de 13 anos, 46% não possuía ensino fundamental completo.
70% dos casos as vítimas eram crianças e adolescentes.
A pesquisa aponta ainda que os principais responsáveis por estupros de crianças foram amigos ou conhecidos (32,2%) e pais ou padrastos (24,1%). De acordo com o levantamento, os adolescentes foram vítimas de estupro, principalmente, de desconhecidos (37,8%) e amigos ou conhecidos (28%). No caso de adultos que sofreram estupro em 2011, 60,5% foram vítimas de desconhecidos.
Os números nos assombram, e o que me chama atenção é a tolerância que o brasileiro possui em relação ao estupro e a violência.
A culpa do estupro não é a roupa que a mulher veste, não é o jeito que a menina anda, ninguém quer ser estuprado... A culpa do estupro é do estuprador e da educação que falta nessa cultura cheia de falhas que é a nossa.
Para os homens que sofrem abuso, a regra é a mesma, pois sabemos que o estupro e a violência sexual não é exclusividade do gênero feminino.
Vivemos em sociedade, mas não aprendemos a lei básica e principal: respeitar as escolhas do outro, respeitar o não!
Mudar essa realidade, como qualquer outra, depende de diversos fatores, mas como aceitar sem questionar que, 65,1% dos brasileiros apoiam o estupro?
Como ignorar que homens e mulheres que vivem ao nosso lado, seja um vizinho, um parente, um amigo, uma pessoas que esbarra em você na rua ou que utiliza o mesmo transporte público que você, acredita de verdade que mulheres merecem ser estupradas pela forma como se vestem?
Sinceramente tenho vergonha disso!
Isso só mostra e reafirma que o buraco esta mais embaixo, porque uma sociedade que apóia estupradores, que fecha os olhos para a violência, é uma sociedade com um câncer em estágio quase terminal.
E então, não tenho apenas vergonha, mas medo... Muito medo de ser uma doença incurável. Medo de pensar que não existe solução para um problema tão grande quanto este.
Mas quem me conhece sabe que sou otimista e tenho uma esperança maior do que eu. E essa pesquisa e toda a mobilização que vi estes dias pela internet e campanhas através do facebook me faz questionar: o que eu posso fazer para mudar esta realidade? O que ainda dá para melhorar?... O que depende de nós?
No começo só ouço um vazio, que me desespera... Mas depois me lembro do que acredito sobre o ser humano: todo homem e mulher que vive tem o bem dentro de si, algumas pessoas não o percebem, já que é impossível reconhecer o que não é conhecido. Mas essas pessoas, que não praticam o bem que está dentro de si, não o fazem porque não sabem como, nunca aprenderam a pensar diferente. Mas o potencial existe e está la pedindo para ser usado...
Então existe muito a ser feito! Vamos começar hoje, antes que esse câncer se torne maior do que a cura!
Podemos mudar o mundo... Eu quero transformá-lo em um lugar melhor, e você?
Mudar essa realidade, como qualquer outra, depende de diversos fatores, mas como aceitar sem questionar que, 65,1% dos brasileiros apoiam o estupro?
Como ignorar que homens e mulheres que vivem ao nosso lado, seja um vizinho, um parente, um amigo, uma pessoas que esbarra em você na rua ou que utiliza o mesmo transporte público que você, acredita de verdade que mulheres merecem ser estupradas pela forma como se vestem?
Sinceramente tenho vergonha disso!
Isso só mostra e reafirma que o buraco esta mais embaixo, porque uma sociedade que apóia estupradores, que fecha os olhos para a violência, é uma sociedade com um câncer em estágio quase terminal.
E então, não tenho apenas vergonha, mas medo... Muito medo de ser uma doença incurável. Medo de pensar que não existe solução para um problema tão grande quanto este.
Mas quem me conhece sabe que sou otimista e tenho uma esperança maior do que eu. E essa pesquisa e toda a mobilização que vi estes dias pela internet e campanhas através do facebook me faz questionar: o que eu posso fazer para mudar esta realidade? O que ainda dá para melhorar?... O que depende de nós?
No começo só ouço um vazio, que me desespera... Mas depois me lembro do que acredito sobre o ser humano: todo homem e mulher que vive tem o bem dentro de si, algumas pessoas não o percebem, já que é impossível reconhecer o que não é conhecido. Mas essas pessoas, que não praticam o bem que está dentro de si, não o fazem porque não sabem como, nunca aprenderam a pensar diferente. Mas o potencial existe e está la pedindo para ser usado...
Então existe muito a ser feito! Vamos começar hoje, antes que esse câncer se torne maior do que a cura!
Podemos mudar o mundo... Eu quero transformá-lo em um lugar melhor, e você?
E isso me traz de volta o poder que cada um de nós possui para mudar o mundo a nossa volta, através da educação, com a informação... Ajudando pessoas a praticarem a empatia e a pensarem no outro como pensam em si mesmo.
O que podemos fazer? Mostrar para as 65,1% das pessoas que acreditam e apoiam essa violência, que este não é o caminho... Está não é a verdade!
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