segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Como sair do piloto automático da autossabotagem em 5 passos

Você tem uma vida bem planejada em sua mente, cheia de sucesso e ganhos, mas por algum motivo que não sabe explicar muito bem, certos medos e pensamentos com tendências para “que não dê certo” surgem. Esta é a forma mais comum de autossabotagem, que cria um ciclo de repetição constante para muitas pessoas.

Pensamentos como: “não sou capaz de ser melhor no meu trabalho”, “não mereço um relacionamento que me faça feliz”, “tenho medo de tentar e não dar certo”, “estou fadado ao fracasso, pois nunca consegui fazer nada certo”, são reforços que mantém a autossabotagem. O excesso de segurança também é uma das formas da autossabotagem, no sentido de pensar que a qualquer momento você poderá realizar o que quiser e acaba procrastinando e nunca realizando verdadeiramente.

Se sua autoestima estiver baixa, você pode sentir que não é merecedor do sucesso e mesmo que conscientemente todos os caminhos conspirem a seu favor, seus pensamentos possuem o poder de sabotar os mais sinceros ideais, reforçando então crenças e conceitos negativos em relação a si mesmo.

O medo da felicidade não é consequência da incompetência e, sim, da falta de percepção e conhecimento de suas próprias forças. O aumento da autoestima e a mudança de crenças são as grandes ferramentas e recursos para dominar e eliminar a autossabotagem.

Todos nós temos a chance de crescer e atingir o sucesso, que só é possível quando você acredita em si mesmo, conhece os caminhos para chegar onde deseja e caminha em direção a estes.

Mas como tomar consciência, sair do piloto automático e assumir a direção de suas atitudes e resultados?

Descreverei a seguir alguns passos que se forem seguidos em sua ordem, poderão ajudar no processo de mudança deste comportamento limitante:

O primeiro passo é trazer para a consciência o comportamento de autossabotagem. Este comportamento repetitivo acontece de forma inconsciente, quando nos encontramos em um movimento automático, dominado por nossos medos e inseguranças a respeito de nós mesmos. No momento em que questionamos estas ideias e conceitos, diminuímos a força que estes possuem sobre nossas atitudes e assumimos uma postura mais ativa em relação à vida e aos nossos resultados.

O segundo passo é a autopercepção. Após a consciência da autossabotagem, você está pronto para perceber a si mesmo como peça fundamental para suas conquistas. A autossabotagem, como um movimento automático, é mantida pela ausência de autoconhecimento. Através deste processo, você será capaz de perceber suas maiores forças e qualidades, desmistificando alguns conceitos internos de merecimento. O amor próprio também será fortalecido nessa etapa, o que trará força interna para mudar o comportamento já adquirido.

O terceiro passo é desejar e acreditar verdadeiramente no sucesso e felicidade. Além de perceber o quanto é merecedor, você deve conhecer sua própria definição de sucesso. É necessário se desligar de conceitos que não são seus e entender que, muitas vezes, você não poderá esperar ou depender de outras pessoas para atingir seus objetivos.

O quarto passo é assumir a responsabilidade pelas escolhas. Em um artigo escrito por David DiSalvo, intitulado “The 10 reasons why we fail”e publicado pela Forbes, um dos motivos apontado pelo autor pelo qual falhamos é que nós, seres humanos, acreditamos que a vida possui uma missão, uma razão já definida e que, por conta disso, não nos assumimos como agentes de mudanças de nossa própria vida. Assumir essa responsabilidade significa não apenas aceitar as falhas e ganhos, mas compreender que você é o único agente capaz de modificar e construir sua vida da forma como deseja.

O quinto passo é ter senso de urgência. Quando você já possui a consciência da autossabotagem, se conhece verdadeiramente, assume os ganhos de sua vida de forma a se perceber merecedor e assume suas atitudes, a única coisa que falta é a ação. A procrastinação é um dos maiores indicadores da autossabotagem: o famoso “deixar para o começo da semana, para o começo do mês ou começo do ano”. Depositamos muitas esperanças em datas e adiamos o agir. É necessário, neste passo, entender e identificar a importância real de cada projeto ou objetivo e dar o seu melhor sempre, sem reservas para o dia seguinte.

Seguindo estes passos você vai ser capaz de trazer para a consciência a autossabotagem e assumir a responsabilidade por suas atitudes e resultados.

O seu sucesso é construído a partir de seus pensamentos, por isso assuma suas escolhas e lute contra o piloto automático da autossabotagem. Saiba do que você é capaz e aceite o merecimento de ser e ter o que você desejar!



Referência artigo mencionado: http://www.forbes.com/sites/daviddisalvo/2012/08/07/the-10-reasons-why-we-fail/

Artigo publicado em Junho de 2014 no parceiro Mural do Coach: http://novo.muraldocoach.com.br/profissional/artigo.php?id=164

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Autodescoberta: ferramenta essencial para pessoas que buscam ser melhores de dentro para fora

   


A capacidade de autodescoberta deveria ser considerada uma competência fundamental e básica a todo ser humano que busca melhorias constantes.

Passamos por momentos de descobertas desde o nascimento, quando deixamos um lugar que nos acolheu por nove meses e entramos em um mundo enorme que nos espera carregado de novidades, expectativas e desafios. Nesse momento, conhecemos o sentimento de desespero até o momento em que nossa mãe nos amamenta pela primeira vez e descobrimos uma da melhores sensações na vida de um bebê.

A partir daí não paramos de descobrir sensações e sentimentos, sejam eles positivos ou negativos. Nos vemos e nos formamos através do olhar do outro – primeiro de nossa mãe, depois de nossa família e sociedade – e a necessidade do olhar interno é esquecido, afinal, somos dependentes em nossa forma física e emocional.

Na adolescência, descobrimos que não somos mais crianças e, ao mesmo tempo em que vivemos com revolta o luto por uma fase que não tem mais volta, lutamos contra o mundo para expressar nossas opiniões e desejos mais íntimos. Nosso maior desejo é que possamos ser vistos com toda nossa individualidade e romper com a dependência que tínhamos até então.

Quando nos tornamos adultos, descobrimos que a individualidade, assim como as responsabilidades, são reais, e muitas vezes achamos que a autodescoberta é uma perda de tempo.

Existem tantas outras coisas mais importantes: ter uma carreira bem-sucedida; realizar aquele projeto que nos foi designado; ser inserido e aceito no mundo através do reconhecimento que provém do outro, e acabamos nos abandonando completamente.

Nosso caminho de descobertas não acaba por aí: com o tempo, nos aproximamos da velhice, descobrimos que a imortalidade física não existe e, por isso, o mais importante é deixar um legado que tenha a ver com nossos desejos mais íntimos. Se percebermos isso a tempo, poderemos ainda entrar em contato com o nosso interior e realizar o que parece impossível.

VOCÊ SABE QUAL É O LEGADO QUE QUER DEIXAR NO MUNDO?

Diariamente recebo em meu consultório de psicologia clínica adultos com grandes dificuldades na vida pessoal e profissional, que por terem priorizado outras pessoas e necessidades alheias, não se permitiram entrar em contato consigo mesmas durante muito tempo. Sofremos as consequências dessa escolha mais tarde.

Gosto de pensar que a autodescoberta é um exercício de desenvolvimento constante, pois quando olhamos para nosso interior, somos capazes de colocar para fora todas nossas necessidades e caminhar para a mudança com a sensação de realização. Quando buscamos no ‘fora’ o que está dentro, só encontramos o vazio.

A autodescoberta sempre foi um assunto muito presente em minha vida, sou formada em psicologia e trabalho com isso muito antes de me tornar coach. Em minhas buscas internas, já li muitos gurus do assunto, pratiquei yoga, tai chi chuan, fiz danças circulares e recentemente iniciei práticas de meditação. Sempre busquei entrar em contato com meu eu interior e equilibrar minhas forças. Um dos livros que mais marcou a minha vida foi O homem à procura de si mesmo (1953), de Rollo May. Logo no prefácio, ele diz que:

“Uma das poucas alegrias da vida numa época de ansiedade é o fato de sermos forçados a tomar consciência de nós mesmos. Quando a sociedade contemporânea, nesta fase de reversão de padrões e valores, não consegue dar-nos uma nítida visão ‘do que somos e do que devemos ser’, nas palavras de Matthew Arnold, nos vemos lançados à busca de nós mesmos.” (MAY; ROLLO, 1953, p. 09)

A necessidade pela autodescoberta é despertada pela falta no mundo externo. Quando não encontramos mais as respostas que buscamos no ‘fora’, voltamos para o ‘dentro’ em uma ação desesperada para não nos perdermos completamente.

QUAL É O MUNDO QUE VOCÊ ESTÁ CRIANDO?

A prática de meditação é feita de olhos abertos, pois não há separação entre o ‘fora’ e o ‘dentro’. Todas as nossas representações no mundo são formadas por crenças e valores, que nos acompanham desde muito cedo. Criamos a nossa visão de mundo a partir de nosso conhecimento interno.

VOCÊ JÁ SE DEU CONTA DO QUE ESTÁ PROJETANDO NO MUNDO?

Para ser um bom coach, é importante a busca constante por desenvolvimento, e o exercício de olhar para dentro é a única maneira de conhecer todas as suas forças e fraquezas.

Nossa responsabilidade é muito grande, pois nosso trabalho consiste em ajudar pessoas a serem melhores e, para isso, devemos olhar para o melhor que podemos ser, isso significa descobrir nossas falhas.

QUE TIPO DE PROFISSIONAL VOCÊ QUER SE TORNAR? 

A busca por melhoria contínua deve começar dentro de nós, mas não é fácil olhar para o obscuro que nossos pensamentos pertencem, pois corremos o risco de perceber que somos diferentes do que achamos ou queremos ser.

O medo é uma condição humana, assim como a superação. E escolher que atitude você terá, depende do tipo de ser humano que você quer se tornar.

E AÍ, O QUE VOCÊ VAI ESCOLHER?





Artigo publicado em Novembro de 2013 no parceiro Mural do Coach
Link direto: http://novo.muraldocoach.com.br/universitario/artigo.php?id=32

terça-feira, 1 de julho de 2014

O tempo, a relação entre o mundo e consigo mesmo.

O tempo como o nosso, um mundo de urgências, onde vivemos em voz alta o tempo todo em grandes aglomerações de pessoas e com a sensação de uma vida que passa rápido demais... O sufoco surge quando nos sentimos isolados, quando estamos ilhados em nossa própria condição e perdemos a esperança de criar caminhos para a relação e a permissão.

Mas não percebemos que no tempo de hoje, as possibilidades que elevam a vida são muito maiores do que nos tempos passados... a condição de vida e até a longevidade de uma vida ainda curta nos permitem novos caminhos e novas relações interna e externa.

A relação com o mundo inicia quando você se permite uma relação consigo mesmo.


Qual é a condição que você e eu temos no hoje para a construção de uma vida repleta de significado e inteligência? Como aproveitar ao máximo as oportunidades e possibilidades para viver de forma grande e espetacular?

Que em todos os seus dias, você seja capaz de construir uma vida grande... com grandes emoções, grandes relações e grandes possibilidades...

Que todos os dias sejam uma chance para você ser grande,em sua totalidade, em toda sua sensibilidade e razão, pois o limite é uma ilusão!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Nunca dê o poder a ninguém de sua felicidade ou tristeza, pois você é a única pessoa responsável por isso.

Nunca dê o poder a ninguém de sua felicidade ou tristeza, pois você é a única pessoa responsável por isso.

Todos nós temos uma história, uma vida repleta de momentos com dores, amores, decepções, alegrias.. e é a sua fé e capacidade de escolha que te tornam mais e mais forte a cada dia.


Estava fazendo um apanhado de minha vida e é muito legal pensar em tantas coisas que já vivi... tenho gratidão por todos meus momentos. Já perdi e fui perdida, conquistei e fui conquistada, amei e não fui amada e já deixei de amar quem ainda me amava e foram essas histórias que me formaram, transformaram e reconstruíram.


E sei que novos caminhos estão por vir... e hoje, o o mais importante de tudo isso é entender e aceitar que muitas vezes devemos saber a hora certa de ficar e de ir embora, de transformar, de decolar... sem medo de olhar para o passado, pois você o aceita em sua totalidade.


Há muito tempo ouvi uma história que nunca me esqueci, sobre a força que muitas vezes precisamos ter para tomar decisões importantes na vida. Não me lembro exatamente de onde essa história veio, mas é mais ou menos assim que me lembro dela:


"Em uma estação de trem, eles trocaram olhares, e foi instantâneo, amor a primeira vista, algo que nenhum deles havia experimentado antes e esse sentimento era tão intenso, que a paralisou...


O trem estava para sair da plataforma e ela viu o amor de sua vida embarcar e com muito pesar, algo a fez recuar e desistiu de segui-lo.


A dor de ver o seu amor ir embora era tão grande que o peito doía, ficou com falta de ar e com um desespero por não entender o motivo que a paralisou.


Foi então que, quando o trem já estava quase fora de sua visão, ouviu uma explosão...

O trem havia explodido...

Seu amor era, na verdade, um homem bomba."


Muitas vezes devemos saber a hora de deixar o homem bomba ir embora, mesmo não entendendo os motivos ou não querendo entender.


Homens e mulheres bombas circulam entre nós todos os dias, a torta e a direita, sem uma placa de identificação.. Muitas vezes nós somos mulheres e homens bombas na vida das pessoas que nos cercam e nem percebemos...


Mas devemos sempre seguir nossos instintos, ouvir o que nosso coração nos diz e interpretar nossas sensações com os olhos da razão... Devemos sempre saber que somos nós quem devemos estar no primeiro lugar de qualquer decisão.


Escolhas certas... Escolhas erradas?


Impossível acertar o tempo todo e muitas vezes vamos errar... Vamos nos machucar, nos decepcionar e acreditar em ilusões que nós mesmos construímos, pois é impossível nos protegermos de nós mesmos o tempo todo.


E é tudo isso o que te define, o que transborda o seu ser... Aprendi com uma amiga a me questionar em todas as situações difíceis: "O que preciso aprender com tudo isso?"... e é isso o que me pergunto hoje, perguntei ontem e perguntarei amanhã, pois sei que tudo isso é passageiro, que as dificuldades surgem quando menos esperamos, para nos preparar.


Aceito a vida com todas as suas dificuldades, com todas as minhas falhas e faltas... aceito a vida com ou sem amor, pois entendo que a cada ação, existe um aprendizado e uma possibilidade de ser uma pessoa melhor!




domingo, 30 de março de 2014

Ninguém merece ser estuprado!




Na última quinta-feira, dia 27/03, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do governo, divulgou dois estudos importantes sobre a violência sexual no Brasil.

O estudo intitulado "Tolerância social a violência contra as mulheres" realizado no ano de 2013, abrange 3.810 pessoas em 212 cidades. 

66,5% dos entrevistados são mulheres e os resultados me chocaram!

O primeiro dado que me faz acreditar que o pensamento machista ainda é o predominante em nossa cultura é que 64% dos entrevistado afirmaram concordar total ou parcialmente com a ideia de que “os homens devem ser a cabeça do lar”, apesar do número de famílias sustentadas e chefiadas por mulheres aumentar a cada ano. 

58,5% dos entrevistados concordam com a frase "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".

65,1% concordam com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas"

O segundo estudo divulgado no dia foi intitulado como “Estupros no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde” e foi realizado a partir do levantamento com base em dados de 2011 do Ministério da Saúde sobre os casos de estupros no país.
Segundo o levantamento, estima-se que, a cada ano, no mínimo 527 mil pessoas são estupradas no Brasil e o mais chocante é que apenas 10% destes casos chegam ao conhecimento da polícia.
88,5% das vítimas são do sexo feminino, mais da metade tinha menos de 13 anos, 46% não possuía ensino fundamental completo.
70% dos casos as vítimas eram crianças e adolescentes.
A pesquisa aponta ainda que os principais responsáveis por estupros de crianças foram amigos ou conhecidos (32,2%) e pais ou padrastos (24,1%). De acordo com o levantamento, os adolescentes foram vítimas de estupro, principalmente, de desconhecidos (37,8%) e amigos ou conhecidos (28%). No caso de adultos que sofreram estupro em 2011, 60,5% foram vítimas de desconhecidos.
Os números nos assombram, e o que me chama atenção é a tolerância que o brasileiro possui em relação ao estupro e a violência. 
A culpa do estupro não é a roupa que a mulher veste, não é o jeito que a menina anda, ninguém quer ser estuprado... A culpa do estupro é do estuprador e da educação que falta nessa cultura cheia de falhas que é a nossa.
Para os homens que sofrem abuso, a regra é a mesma, pois sabemos que o estupro e a violência sexual não é exclusividade do gênero feminino.

Vivemos em sociedade, mas não aprendemos a lei básica e principal: respeitar as escolhas do outro, respeitar o não!

Mudar essa realidade, como qualquer outra, depende de diversos fatores, mas como aceitar sem questionar que, 65,1% dos brasileiros apoiam o estupro? 


Como ignorar que homens e mulheres que vivem ao nosso lado, seja um vizinho, um parente, um amigo, uma pessoas que esbarra em você na rua ou que utiliza o mesmo transporte público que você, acredita de verdade que mulheres merecem ser estupradas pela forma como se vestem?


Sinceramente tenho vergonha disso! 


Isso só mostra e reafirma que o buraco esta mais embaixo, porque uma sociedade que apóia estupradores, que fecha os olhos para a violência, é uma sociedade com um câncer em estágio quase terminal. 


E então, não tenho apenas vergonha, mas medo... Muito medo de ser uma doença incurável. Medo de pensar que não existe solução para um problema tão grande quanto este.

Mas quem me conhece sabe que sou otimista e tenho uma esperança maior do que eu. E essa pesquisa e toda a mobilização que vi estes dias pela internet e campanhas através do facebook me faz questionar: o que eu posso fazer para mudar esta realidade? O que ainda dá para melhorar?... O que depende de nós?


No começo só ouço um vazio, que me desespera... Mas depois me lembro do que acredito sobre o ser humano: todo homem e mulher que vive tem o bem dentro de si, algumas pessoas não o percebem, já que é impossível reconhecer o que não é conhecido. Mas essas pessoas, que não praticam o bem que está dentro de si, não o fazem porque não sabem como, nunca aprenderam a pensar diferente. Mas o potencial existe e está la pedindo para ser usado... 


Então existe muito a ser feito! Vamos começar hoje, antes que esse câncer se torne maior do que a cura!


Podemos mudar o mundo... Eu quero transformá-lo em um lugar melhor, e você?

E isso me traz de volta o poder que cada um de nós possui para mudar o mundo a nossa volta, através da educação, com a informação... Ajudando pessoas a praticarem a empatia e a pensarem no outro como pensam em si mesmo. 

O que podemos fazer? Mostrar para as 65,1% das pessoas que acreditam e apoiam essa violência, que este não é o caminho... Está não é a verdade!

terça-feira, 18 de março de 2014

Seus desafios são o que o tornam melhor



Como já disse Heródoto, filósofo grego:
"A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência."
Aprender a lidar e a superar as adversidades é o que nos faz ser quem somos. Cada desafio e dificuldade que enfrentamos com êxito na vida, serve para fortalecer nossas capacidades e desenvolver um grau de resiliência para vencer os obstáculos futuros.



Mas o que é um desafio? Segundo o dicionário Aurélio, desafio é definido como “ato de desafiar”, e desafiar, por sua vez, significa “provocar para duelo, luta, etc.; provocar; convidar; estimular”.



Existem diversos tipos de desafios, sejam eles pessoais ou profissionais, o que os definem são: o grau de dificuldade e de satisfação que nos proporcionam e os aprendizados que nos permitem experimentar.



Portanto, podemos dizer que desafio é um ingrediente positivo e necessário na nossa vida, pois superá-lo é a única forma de acessarmos todo o nosso potencial. Todos os desafios e dificuldades que enfrentamos com êxito na vida fortalecem nossa confiança, força e capacidade para vencer obstáculos futuros.



QUAIS SÃO OS SEUS MAIORES DESAFIOS?



Na semana passada, recebi uma ligação de um amigo e ex-coachee - se é que isso existe - uma vez coachee, sempre coachee - contando sobre uma promoção no trabalho depois de sete meses de empresa, e que isso só foi possível pelo fato de ter aceitado todos os desafios que surgiram em seu novo trabalho com muita força de vontade e competência. Meu querido coachee aprendeu a sair da zona de conforto e se viciou na sensação de realização. E este é um caminho sem volta.

Acredito que um dos maiores desafios se dá pelo processo de mudança, onde devemos assumir o que existe no nosso interior mais obscuro, escolher por seguir nossos próprios sonhos e objetivos sem culpa e sair da zona de conforto para concretizá-los.



O desafio é diário, o trabalho deve ser constante, e se escolhemos o caminho da mudança, driblamos a todo momento a zona de conforto que está na esquina esperando o nosso primeiro deslize.



Mas então, qual é o segredo para nos mantermos motivados a responder de forma positiva e construtiva os desafios que surgem em nossa direção?



Quando você aceita os maiores desafios, emergem lá do seu interior as maiores qualidades que possui: coragem, esperança, força de vontade, fé, gratidão, resiliência e perseverança, e estas, por si só, já são a fonte da motivação que buscamos.



Outra forma de motivação é pensar em relação aos resultados que estes desafios irão lhe proporcionar. Quais as tendências e as consequências de superá-los e chegar do outro lado da linha?



Depois de aceitar os desafios, o próximo passo é preparar-se para eles. Este processo não deve ser muito diferente do sentimento de um soldado que vai para a guerra. Inicie construindo seus recursos internos, componha seu controle emocional, crie disciplina e tome consciência de que algumas dificuldades são inevitáveis e você pode e deve preparar-se mentalmente para enfrentá-las.



A maioria das pessoas evita desafio por medo de falhar, por isso transforme o medo do fracasso em um sentimento positivo. Entenda que falhar não significa que você é incapaz e sim que você pode aprender a ser melhor a cada dia. Se falhou, levante-se, entenda o que precisa ser mudado e siga em frente.



Tenha esperança de que tudo dará certo, a autoconfiança é uma grande força interna que o ajudará a superar as adversidades e desafios em sua jornada.



Além dos recursos internos, perceba as forças externas. Tenha amigos e familiares como fonte de apoio e encontre oportunidades que poderão servir de base para superar dificuldades.



Busque inspiração em histórias de pessoas que superaram adversidades parecidas com as suas. Troque experiências e crie espaços potenciais que servirão para ajudá-lo nesse processo.



Simplifique seus desafios. Geralmente os problemas parecem muito maiores do que realmente são, por isso, tenha cuidado com a lente que está usando para olhar seus desafios e desenvolva a crença de que você possui todas os recursos e forças para superá-los.
Mantenha-se positivo e confiante. Para vencer qualquer desafio, você deve acreditar que realmente pode o fazer. Acredite em seu potencial e nos resultados que estes desafios irão lhe trazer.

Artigo de Vanessa Rosolino, publicado em 14/03 no Mural do Coach
Link direto: http://novo.muraldocoach.com.br/profissional/artigo.php?id=119

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Resumo de 2013

Já comecei o balanço do ano de 2013... e percebi que não foi um ano fácil, e é por isso que o saldo foi muito positivo.

Todo final de ano, tenho o costume de escrever algumas metas para o ano que ainda nem começou e hoje, estou exatamente onde esperava que estivesse. E chegar aqui valeu cada lágrima, cada suor, cada unha quebrada e desespero que senti ... porque quem me conhece de verdade sabe que, apesar de parecer calma, sou um turbilhão por dentro. A hiperatividade é só uma desculpa para poder brincar com todo esse caos que existe dentro de mim, rsrs.

Neste ano, lutei contra minhas próprias crenças e criei uma nova realidade para minha vida. Deixei o conforto e a falsa segurança de lado para realizar o sonho de montar minha própria consultoria e trabalhei todos os dias com toda a força que existe dentro de mim. Nos dias que pensava estar esgotada, respirava fundo e ia um pouco mais, pois sabia que só assim daria certo. Só dependia de mim!

Percebi do meu lado, algumas pessoas que não esperava e me decepcionei com outras que esperava mais. Não culpo ninguém por isso, as pessoas só podem dar o que elas tem, nada mais do que isso. A expectativa fica por minha conta.

Mesmo com todo esse trabalho, consegui me divertir todos os dias... e sem precisar de muito esforço. De vez em quando me pego rindo sozinha, sem nem saber o motivo e aprendi a aproveitar esses lapsos de loucura sem culpa!

Fui para Nova York, só para assistir o show do Nick Cave and The Bad Seeds... tudo bem que perdi o “after show” e a chance de conhecer o próprio Nick Cave por causa da cerveja e do sumiço da velhinha amiga dele que conheci, tive que aprender a superar isso e me contentar com ver ele cantar Into My Arms, Jubilee Street, Red Right Hand, Deanna e The Mercy Seat  ao vivo. E só de lembrar, já fico em êxtase! rsrs

Por incrível que pareça, e é um pouco difícil para mim admitir isso devido às críticas que tenho à cultura norte americana, aquela cidade ganhou um pedaço do meu coração... principalmente por abrigar aqueles sebos repletos de discos... é muito amor dentro daquelas lojinhas tímidas e ao mesmo tempo tão imponentes. E com muito orgulho digo: Fiz tudo isso sozinha! Sem dúvida, essa foi uma das minhas maiores conquistas do ano!

Mas o ano não foi só trabalho e diversão não... depois de 28 anos tentando, foi em 2013 que, finalmente aprendi a silenciar minha mente e ouvir meu coração. E percebi que ele tem tanta coisa para me dizer que é quase impossível acreditar que fiquei tanto tempo longe dele.

Comecei a praticar meditação, assumi responsabilidades com a minha espiritualidade e assumi uma nova postura em relação a mim mesma. Hoje me conheço muito mais e amei o que descobri sobre mim. Claro que muita coisa ainda precisa ser descoberta, mas esse é um exercício que vai me acompanhar até o fim.

Em 28 anos de existência nesta vida, nunca mudei tanto quanto em 2013... e sim, tive muitas pedras nesse caminho, mas para quê falar delas?

É uma ilusão acharmos que os bons resultados surgem sem esforço, por isso, eu desejo que o ano de 2014 venha cheio de desafios e novas responsabilidades. Eu tenho sede de mais, me viciei em superação... já não consigo passar um dia sem essa sensação que me dá tanta felicidade!